doacao-de-orgaosÉ durante o mês de setembro que se relembra mais enfaticamente a importância da doação de órgãos e de sangue também. No decorrer da evolução dos transplantes a Igreja sempre avaliou como um gesto concreto de  generosidade. Papa Pio XII foi quem ajudou a superar as dificuldades iniciais de alguns moralistas católicos com relação aos transplantes de órgãos procedentes de doador vivo.

Papa João Paulo II, em discurso aos participantes do XVIII Congresso Internacional sobre os Transplantes, em agosto de 2000, ressaltou a grandeza do gesto de amor e solidariedade que se expressa, de forma concreta, pela doação de órgãos. O Papa cita a Encíclica Evangelium vitae: “Merece particular apreço a doação de órgãos feita segundo formas eticamente aceitáveis, para oferecer possibilidade de saúde e até de vida a doentes, por vezes já sem esperança”.

Qualquer intervenção de transplante de órgãos, diz o Papa, tem geralmente origem numa decisão de grande valor ético: “A decisão de oferecer, sem recompensa, uma parte do próprio corpo, em benefício da saúde e do bem-estar de outra pessoa”. Nisso consiste a nobreza do gesto que se configura como um autêntico ato de amor e elimina toda a possibilidade de comercialização de órgãos, o que é ilegal e não agrada a Deus.

Embora toda a técnica de transplante esteja à disposição, é grande o número de pessoas na fila que chegam a morrer pela falta de doação de órgãos. Um único doador pode salvar até 10 vidas. É possível doar rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos, além de ossos, tendões, pele, córneas e valvas cardíacas.

Para se tornar um doador de órgãos basta avisar a família. Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à sua família o desejo da doação. A família sempre se aplica na realização deste último desejo, que só se concretiza após a autorização desta, por escrito. Portanto, a doação de órgãos só vai ocorrer com autorização dos familiares.

De acordo com as estatísticas, a negativa familiar ainda é o principal motivo para a não doação. Por isso, é importante que as pessoas abordem o assunto dentro de casa e deixem claro para os parentes mais próximos o seu desejo de se tornar doador após a morte.

Fonte Canção Nova